Especialização em Ensino Astronomia - EACH-USP, 2009

Meteoros ou Meteoritos?

Ana Paula Nogueira Camillo, Fábia Lino, Washington Gomes Pereira


Resumo

Utilizar revistas de divulgação científica juntamente com reportagens divulgadas na mídia sobre queda de meteoros, como meio de introdução ao estudo das rochas que caem do céu.

Noções Científicas

Meteoro: Fenômeno luminoso resultado da incandescência, pelo atrito com o ar, de partículas sólidas de origem extraterrestre. Penetram na atmosfera terrestre mas não chegam a colidir com o solo. São popularmente conhecidos como "Estrelas cadentes". [1]


Figura 1 - Chuva de Meteoros

Meteorito: É a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos de asteróides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilômetros de diâmetro alcançam a superfície da Terra, pode ser um aerólito(rochoso), siderito (metálico) ou siderólito (metálico-rochoso).Tais eventos acontecem aproximadamente 150 vezes por ano sobre toda a superfície terrestre.[2]


Figura 2 - Meteorito

Meteoróide: São fragmentos de material que vagueiam pelo espaço e que, segundo a International Meteor Organization (Organização Internacional de Meteoros), possuem dimensões significativamente menores que um asteróide e significativamente maiores que um átomo ou molécula, distinguindo-nos dos asteróides - objetos maiores, ou da poeira interestelar - objetos micrométricos ou menores. Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas e asteróides e podem ter origem em ejeções a de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteróides, ou mesmo ser um fragmento de sobra da criação do sistema solar. Ao entrar em contacto com a atmosfera de um planeta, um meteoróide dá origem a um meteoro.Meteoróides que atingem a superfície da Terra são denominados meteoritos.


Figura 3 - Meteoróide de ferro encontrado em Marte

Asteróide: É um corpo menor do sistema solar, geralmente da ordem de algumas centenas de quilômetros apenas. É também chamado de planetóide. O termo "asteróide" deriva do grego "astér", estrela, e "oide", sufixo que denota semelhança. Já foram catalogados mais de três mil asteróides, sendo que diversos deles ainda não possuem dados orbitais calculados; provavelmente existem ainda milhares de outros asteróides a serem descobertos. Estima-se que mais de quatrocentos mil possuam diâmetro superior a um quilômetro.[3]


Figura 4 - Asteróide Eros

Cometa: É um corpo menor do sistema solar que orbita o Sol. Quando se aproxima do Sol, um cometa passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma e uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de alguns quilômetros até algumas dezenas de quilômetros.[ 4]


Figura 5 - Cometa Holmes

Habilidades

  • Leitura de diversos tipos de textos;[5]
  • Relacionar informações e processos com seus contextos;[5]
  • Identificar questões técnicas e científicas em situações do cotidiano;[5]

Introdução

Quem nunca fez um pedido para uma estrela cadente? Durante séculos esse fenômeno não tinha explicação, e era considerado como simples fenômeno atmosférico, talvez algo semelhante ao raio. A aceitação de que meteoritos caem do céu tem apenas 200 anos. E durante a maior parte desses dois séculos os cientistas não foram capazes de fazer muito mais que especular sobre a origem desses corpos. Uns achavam que eles vinham da Lua, outros apontavam para Marte, Vênus ou para os asteróides.

Na década de 50 avanços na fotografia permitiram calcular as órbitas de meteoros brilhantes. Todas essas órbitas estendem-se até a distância entre Marte e Júpiter, no cinturão principal de asteróides. Com o passar do tempo e o avanço tecnológico os cientistas encontraram boa concordância entre espectros de asteróides e composições de meteoritos. De fato, a maioria dos meteoritos são lascas de asteróides resultantes de colisões entre objetos do cinturão principal.

Pelo menos 40 mil toneladas de estilhaços de asteróides e restos de cometas penetram a Terra por ano. Desse total, menos de 1% sobrevive à passagem pela atmosfera.

Com poucas exceções, meteoritos são lascas de asteróides, denominadas “meteoróides” quando ainda estão no espaço. Os asteróides que lhes deram origem são chamados “asteróides parentais”. A maioria dos asteróides permanece em órbitas estáveis no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Porém, a poderosa força gravitacional de Júpiter perturba certos asteróides em órbitas menos estáveis, redirecionando-os e aumentando a possibilidade de eventuais colisões. Muitos se tornam asteróides que cruzam a órbita da Terra e alguns podem colidir com o planeta. As lascas que ocasionalmente caem na superfície da Terra são os “meteoritos”.

Há três tipos básicos de meteoritos: rochosos, ferrosos e rochosos-ferrosos. Os rochosos são os mais abundantes e os condritos constituem a subclasse mais comum. De fato, 82% de todas as quedas testemunhadas são de meteoritos condríticos. Condrito é um meteorito que contém aglomerações esféricas de minerais em estado cristalino.

Os meteoritos se partem sob ação do estresse na entrada da atmosfera, a vários quilômetros de altura. Esses fragmentos são espalhados sobre uma vasta área. Os fragmentos mais massivos têm maior quantidade de movimento e, portanto, viajam mais longe que os menores. No geral, os fragmentos caem sob uma região elíptica denominada campo de espalhamento.

A atividade é sugerida para que os alunos possam relacionar um artigo científico (com toda sua carga de informações) e uma reportagem sobre o mesmo assunto que tinha sido noticiada, seja em sites de informações, ou periódicos impressos.

Após a leitura dos textos e de uma reflexão, os alunos farão uma apresentação para a turma com suas considerações e dúvidas.

Materiais

  • Reportagem sobre incidência de meteoros na Terra;
  • Revistas de divulgação científica [6], [7]:
  • Astronomy Brasil, Galileu, Super Interessante, Scientific American Brasil

Situação-Problema

- O que são estrelas cadentes?

- Qual a diferença entre meteoros e meteoritos?

- De que matéria são formados esses corpos?

- Qual a probabilidade de sermos atingidos por um meteorito?

- Há muitas notícias sobre o assunto sendo divulgadas na mídia?

Hipóteses

Os alunos podem levantar hipóteses sobre a origem dos corpos, sua formação química, se podem conter formas de "vida", consequências de seu impactos com a Terra e outros planetas.

Instrumentos Para Testar as Hipóteses

As revistas de divulgação científica previamente selecionadas pelo professor deverão conter as informações necessárias para que os alunos possam sanar suas dúvidas.

Experiências dos Alunos

Os alunos receberão um artigo de revistas de divulgação científica sobre o assunto e tentarão encontrar em sites de informações ou até mesmo em jornais e revistas impressas, notícias relacionadas com o tema.

Os alunos farão após a leitura dos dois textos uma apresentação para a sala, sintetizando as informações adquiridas com a integração dos dois textos.

Procedimentos do Professor

O professor selecionará as notícias sobre a queda de meteoros na Terra, usando como estímulo para a introdução do estudo desses corpos. São notícias comuns de serem encontradas em sites e jornais de grande circulação.

Como fonte de informação serão usadas as revistas de divulgação científica (que funcionam como apoio didático para a explicação do evento ocorrido).

Cabe ao professor organizar os alunos de forma a produzirem um seminário para a classe com o trabalho desenvolvido.

Formas de Registro

Seminários em grupo conforme a notícia escolhida por cada grupo, onde serão expostas as correlações efetuadas por eles.

Organização da Classe

Grupos de até 5 alunos.

Bibliografia

[5] São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Ciências. Coordenadora: Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008.

[6] Clarke, Arthur; O Terceiro Planeta, São Paulo: Hemus, 1972

[7]Astronomy Brasil, Volume 1 – Número 4 – Ano 2006 – “Pedras que caem do céu.”

Referências

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Meteor%C3%B3ide

[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Meteorito

[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Asteroide

[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Cometa

Dados adicionais

Autores: Ana Paula Nogueira Camillo, Fábia Lino, Washington Gomes Pereira

Tema Gerador: Sistema Solar

Nível: Ensino Médio

Tópicos: meteoros; meteoritos; asteróides; cometas

Termos Científicos:
  • Meteoros;
  • Meteoritos;
  • Asteróides;
  • Cometas.

Área: astronomia

Tema: solar

Tópico: meteoros

Como Obter

Baixar Arquivo

Baixar Arquivo 2

Baixar Apresentação

INTERFACES E NÚCLEOS TEMÁTICOS DE ESTUDOS E RECURSOS DA FANTASIA NAS ARTES, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
Copyright © 2006-2015 Universidade de São Paulo - Universidade Federal de São Paulo
Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP
Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da UNIFESP
Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da UNIFESP
Todos os direitos reservados

Financiamento e apoio: