Recursos para a Educação em Ciências
    Banca da Ciência | Experimentoteca | Mão na Massa
 

Salto em Distância

Prof° Nedir Soares

Clique para ampliar

Objetivos

Trabalhar com equipamentos de medidas e mostrar a importância do estudo de física no treinamento do atleta de salto em distância.

Introdução

Esse plano de aula, cria uma oportunidade de demonstrar como a física pode auxiliar os atletas a melhorar suas marcas. Nesse plano focaremos os instrumentos utilizados para medição e coleta de dados. E com os dados obtidos será possivel confeccionar uma tabela simples a partir do qual será feito o levantamento de hipótese. O professor poderá utilizar também uma reportagem sobre Maurren Maggi e duas imagens onde ele poderá analisar juntamente com os alunos a presença da física no salto.

Material

  • Reportagem “ Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil por 1cm”
  • Cronometro
  • Trena
  • Giz

Montagem

  • Na quadra o professor divide os alunos em grupos de três ou quatro , onde um irá cronometrar, o outro medir e outro anotar, depois inverter os papéis de modo que todos participem.

OBS: Se tiver uma pista de atletismo próximo seria melhor, caso não tenha, pode se utilizar a quadra, apenas oriente os alunos para saltar de forma segura. Você pode também pedir ajuda ao professor de educação física da escola. Indepedente da forma que se faça o importante é respeitar os limites de cada aluno.

Procedimento

  • Propor um salto para frente. Observação: o aluno deve estar parado e saltar para frente.
  • Pedir que anotem a distância obtida e a velocidade inicial , lembrado que como o salto foi realizado parado a velocidade inicial será zero.
  • Estabelecer uma distância e uma marca. A distância será utilizada como pista de aceleração e a marca será o momento em que se dará o salto.
  • Pedir que anotem novamente a distância obtida no novo salto e a velocidade inicial, ou seja a velocidade média* do salto .
  • Reunir os alunos para uma análise da atividade

*A velocidade média é definida como sendo a relação entre o espaço percorrido por um móvel, no caso o aluno, e o tempo gasto para percorrê-lo. Para facilitar vamos considerar apenas a velocidade que o aluno atingiu na pista de aceleração até o momento de impulsão para o salto. A velocidade média é dada pela formula abaixo:

V m = ΔS / Δt

Onde: ΔS = S – SO e Δt = t – tO

S → posição final do móvel

So → posição inicial

to → tempo inicial

t → tempo final

Questões

  1. A velocidade antes do salto influência no alcance?
  2. Apenas a corrida seria o suficiente para garantirmos um bom salto?
  3. Quais outros fatores poderiam melhorar o alcance?

Discussão

O professor propõe aos alunos a realização de uma tabela a partir dos dados obtidos nos dois tipos de saltos, comparando-os. Após isso o professor distribui a reportagem para uma leitura.

Dicas

O professor poderá utilizar essa reportagem "Um imenso centímetro de ouro" como material de apoio.


Figura 1

Depois do pouso, esperou. Faltavam cinco saltos para cada adversária. Doze mulheres em busca da distância. Lebedeva tentou. Queimou. E queimou. Quatro saltadoras foram eliminadas - a brasileira Keila Costa entre elas. Apenas oito teriam direito a mais três saltos. A nigeriana Blessing Okagbare chegou a 6,91m, a melhor marca de sua carreira, e ficou com o bronze. Maurren queimou todos os saltos até que, no quinto, foi econômica: 6,76m. A prata estava garantida - mas ainda havia Lebedeva. A russa tinha uma última chance. Lebedeva, campeã olímpica em Atenas, correu. E saltou. E voou. Aterrissou perto da marca dos sete metros, criando suspense. E veio o resultado: 7,03m - um imenso centímetro a menos que Maurren. Um imenso centímetro de ouro. Maurren abriu os braços e o sorriso. Correu para abraçar seu técnico Nélio Moura, cercado de atletas brasileiros. O primeiro ouro de uma mulher em esporte individual. A primeira medalha de ouro brasileira no atletismo desde 1984 (Joaquim Cruz nos 800m). Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira... Maureen Maggi chegou ao Olimpo.

Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil por 1cm”

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Pequim2008/Noticias.html

Após o levantamento de hipótese e a leitura do texto o professor confronta as conclusões dos alunos com a explicação física do salto abaixo.

Podemos concluir então que o salto em distãncia é um lançamento oblíquo, isto é, o movimento de um corpo quando lançado ao ar, inclinado a um determinado grau(entre 0 e 90 graus)em relação horizontal e com certa velocidade inicial "V0". Através da atividade realizada na quadra, foi possível perceber que o alcance "D", depende de alguns fatores, tais como velocidade inicial "V0", grau de inclinação e da gravidade. O único fator que o atleta não tem domínio é a gravidade "g". Sendo assim se o atleta quiser um maior alcance "D" ele terá que treinar mais explosão para conseguir uma velocidade inicial "V0" maior e também terá que melhorar grau de inclinação que deverá ser o mais próximo possível de 45°.


Figura 2


Figura 3

Referências

http://www.mundovestibular.com.br/articles/4826/1/A-fisica-no-salto-de-Maurren/Paacutegina1.html

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Pequim2008/Noticias.html

http://www.fisica.ufpb.br/prolicen/Cursos/Curso1/mr35lp.html

http://www.demotu.org/x/salto/fundamentos.html

Dados adicionais

Autores:  

Prof° Nedir Soares

Público Alvo:  

Alunos da 5ª série do Ensino Fundamental

 
 

O CiênciaMão é um projeto de extensão universitária da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, com apoio da Universidade Federal de São Paulo e das entidades abaixo listadas. É coordenado pelo grupo de pesquisa Interfaces. Constitui-se em um repositório de recursos para a educação em ciências, voltado para educadores em geral. Os itens listados são cadastrados manualmente em um banco de dados, de acordo com diretrizes editoriais da coordenação do projeto.

 

EFLCH
Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

 

EACH
Escola de Artes, Ciências e Humanidades

Financiamento e apoio:


UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Copyright © 2006-2013 Universidade de São Paulo - Todos os direitos reservados