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TEXTOS E APOSTILAS
Telescópios na Escola
Estrelas Variáveis
Fundamentos de Astronomia – Cap. 13
Claúdia Mendes de OliveiraVera Jatenco-Pereira
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Descrição
Existem estrelas cujas luminosidades variam com o tempo. Para algumas a variação é errática, para outras, é mais regular. Apenas uma minoria das estrelas são classificadas como variáveis. Mas esta minoria é de grande importância para a Astronomia. A variabilidade pode ocorrer, por exemplo, devido ao fato da estrela pertencer a um sistema binário e ser ocultada por sua companheira quando as duas estrelas se alinham ao longo da linha de visada do observador. Estas são chamadas de variáveis geométricas ou variáveis eclipsantes. Em outros casos a variabilidade não tem nada que ver com ocultação. É ao contrário, uma propriedade intrínseca dos objetos. A estas chamamos de variáveis intrínsecas. A variabilidade é usualmente observada no óptico ou região do infravermelho.

Trecho
ou beta Persei) é um sistema binário eclipsante com um período de aproximadamente 3 dias. A componente A é uma estrela da seqüência principal, de tipo B8, com 3,7 massas solares. A componente B do sistema binário é uma subgigante de tipo espectral G5, com 0,8 massas solares. O que está errado com este sistema? A estrela de menor massa deveria evoluir mais lentamente do que a estrela de massa maior!! Como pode este sistema ter comportamento exatamente contrário? A solução está ligada à órbita de curto período da binária.

A Estória de Algol
Era uma vez duas estrelas que viviam muito próximas uma da outra, A de 1,2 massas solares e B de 3 massas solares. Existia um ponto entre elas onde a força gravitacional de A era igual a de B. Este ponto é o "ponto de Lagrange" (vamos chamá-lo de L1). Quando a estrela B começou a ascender o ramo das gigantes vermelhas, o seu envelope atingiu L1, começando então uma transferência de massa da estrela B para a estrela A. Este tipo de sistema é chamado de binária com transferência de massa. Em alguns casos a estrela B pode transferir tanta massa para a estrela A que esta se torna a mais massiva das duas. Este é o caso de Algol.

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Observatórios Virtuais ­ Fundamentos de Astronomia ­ Cap. 13 (C. Oliveira & V. Jatenco-Pereira)

Agora pensemos em um outro caso, por exemplo, suponha que a estrela B seja uma anã branca de hélio e a estrela A esteja na seqüência principal. Quando a estrela A começa sua evolução ao ramo das gigantes vermelhas ela ejeta massa para a superfície da anã branca. A medida que a massa se acumula na superfície quente da anã branca, a radiação fica confinada, o que faz com que a temperatura T da estrela aumente e chegue a T ~ 107 K. Começa então a fusão do hidrogênio em hélio e há um "flare", com a luminosidade do sistema aumentando muito de uma só vez. Se o aumento em L é de aproximadamente 10 vezes chamamos o sistema de uma Nova anã. Se o aumento é de cerca de 10000 vezes chamamos o siste
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Telescópios na Escola

O programa educacional Telescópios na Escola visa o ensino em ciências utilizando telescópios robóticos para a obtenção de imagens dos astros em tempo real. Os telescópios são operados remotamente através de uma página web, não necessitando de conhecimento prévio em Astronomia. O uso de telescópios em educação é uma forma agradável e eficiente para os alunos experimentarem ciência e tecnologia enquanto exploram a sua vizinhança no Universo. Os jovens, e aqui estão incluídos os professores, gostam de alcançar novos horizontes. Através deste programa, eles próprios passam a ser os exploradores; escolhem quais objetos estudar (estrelas, planetas, asteróides, cometas, galáxias, etc.); planejam e fazem as observações, com apoio dos membros do projeto; decidem como trabalhar com os dados e ainda aprendem como fazê-lo. A página do projeto fornece também sugestões de atividades didáticas e textos para download.

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Estrelas Variáveis
Telescópios na Escola
Autores Claúdia Mendes de Oliveira, Vera Jatenco-Pereira
Instituição IAG/USP


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Estação Ciência Escola de Artes, Ciências e Humanidades Instituto de Física

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